segunda-feira, 2 de março de 2015

Estados de alma


Há lutas que temos que travar. A luta interior é uma delas. Talvez a mais difícil. Talvez a que mais se impõe. Não é fácil lutar contra aquilo que temos cá dentro, contra nós mesmos. É doloroso. Desgastante. Asfixiante. Deixa marcas, profundas, por vezes. Magoa. Faz chorar. Faz querer desistir a meio. Assusta. Conhecer e lidar com os fantasmas que temos na alma (e todos os temos) pode ser profundamente assustador e perturbador. Mas esta luta é essencial. Mais cedo ou mais tarde temos que a enfrentar. Mais cedo ou mais tarde temos de nos definir. Lutar contra o passado. Lutar contra as consequências das más decisões. Lutar contra as cicatrizes que as mágoas deixaram. Enfrentar e tentar perceber o porquê de tanta coisa. Descobrir o que nos moveu, o que nos trouxe até aqui, o que nos tornou na pessoa que somos hoje. É um processo moroso também. E solitário. Ninguém pode substituir-nos nesta demanda. Só há lugar para nós e para aquilo que somos. Há quem também lhe chame busca espiritual. Não é, de todo, errado. Há já algum tempo que tenho vindo a travar essa luta. Há dias em que venço. Há dias em que não. Não sei quando terá fim. Mas isso não é o mais importante. O mais importante é aquilo que poderá daí advir. A paz e a plenitude que tanto quero alcançar. Já estive mais longe.


domingo, 1 de março de 2015

Em modo 'replay' #2

Scissor Sisters - I don't feel like dancin'

Esta é mesmo para dar um pezinho de dança, mesmo para quem não tem jeitinho nenhum para dançar (como é o meu caso)!

Esteve um Domingo chuvoso, chato, aborrecido. Estou particularmente reflexiva desde ontem à noite. Não gosto. Por isso, vou dançar. E esquecer os pensamentos. E largar, por momentos, os fantasmas que (ainda) me consomem a alma.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Coisas que vocês ainda não sabem sobre mim


Tenho um mau feitio desgraçado. Mau feitio mesmo. De manhã costuma ser pior.

Detesto que me acordem a chamar por mim ou a fazerem barulho. Mil vezes o despertador.

Faço coloração ruiva no cabelo. A minha cor natural está assim entre o loiro e o castanho. Mas eu prefiro ser ruiva.

Quando era miúda queria ser professora de história ou português. Tinha um quadro e tudo. Os meus bonecos eram os meus alunos, a quem eu ensinava, berrava e dava ponteiradas nas mãos. Ainda bem que desisti dessa ideia pois não teria jeitinho nenhum.

Ainda quando era miúda, era muito ciumenta. Muito ciumenta mesmo. Era filha única e, durante alguns anos fui neta única, super mimada pelos meus avós.

Sou enfermeira. Costumo dizer que não fui eu que escolhi a enfermagem mas sim ela que me escolheu a mim. Gosto do que faço.

Tenho uma tatuagem no pulso. Uma borboleta, que simboliza a liberdade e o voar mais alto. Quando olho para ela lembro-me de que não me posso nunca esquecer de voar.

Ando sempre com as unhas pintadas. Sempre. Mesmo no trabalho, de uma cor muito discreta, claro, mas tem de ter verniz. Se não as tiver pintadas sinto-me nua.

Sou um pouco (muito) obcecada com limpezas e organização. Detesto que mexam nas minhas coisas e que depois não as coloquem no devido lugar. Sim, porque tenho tudo organizado ao pormenor e sei perfeitamente se alguém vai lá mexer.

Uso sempre os mesmos dois perfumes há já alguns anos e não consigo gostar de mais nenhum.

Tenho uma frustração secreta e escondida pelo facto de não ter enveredado pela área das letras. Gostava de me ter licenciado em literatura. Ainda não perdi esse sonho.

Sou de extremos. Quando gosto, gosto mesmo a sério. Mas quando não gosto, não adianta.

Sou muito ponderada. Nem sempre fui assim, já fui impulsiva até dizer chega. Aprendi com os erros. Hoje penso muito bem antes de fazer ou decidir alguma coisa.

Sou péssima a decidir ou a escolher, talvez por ser tão ponderada.

(Continua...)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Do medo


Todos temos os nossos medos. Todos. Medos diferentes, uns maiores do que outros, mas todos os temos. Eu tenho os meus medos, apesar de tentar transparecer uma imagem de força e de que está sempre tudo bem. Tenho medo da doença. Medo e um profundo respeito. Tenho medo de ficar doente, de perder as minhas capacidades físicas e mentais, a minha autonomia e ficar presa a uma cama, dependente dos outros. Tenho medo do sofrimento que doença provoca. Tenho medo de não conseguir enfrentar esse sofrimento. Não tenho medo da morte. Quando tiver que vir, a única coisa que peço é que seja rápida e indolor.

Tenho medo da perda. Tenho medo de perder quem mais amo. Tenho medo de perder quem mais amo sem lhes conseguir dizer precisamente isso, o quanto os amo e quanto são importantes e fulcrais na minha vida. Tenho medo de ser só. Não de estar só. De ser só, que é diferente. Tenho medo de chegar aos meus últimos dias e ter mais sonhos do que memórias, seria sinal de que deixei muito por cumprir.

Tirando isto, não tenho assim outros grandes medos. Não tenho medo das desilusões nem dos fracassos pois eles fazem parte da vida e, de uma forma ou de outra, conseguimos ultrapassá-los. Não tenho medo de não conseguir, sei que se não for à primeira há-se ser à segunda ou à terceira ou à quarta. Sei que a vida não são só vitórias, há ainda muitas derrotas à minha espera e, apesar de me fazerem sofrer, sei que também me farão crescer, como fizeram até agora.

Os meus medos, os verdadeiros, são os que referi acima e esses não posso controlar. Quanto aos outros, vou relativizando e ultrapassando, não deixando que eles condicionem o meu viver


Quero!

Nike Sportswear Women’s City Collection

Eu que até nem gosto assim muito de ténis, fiquei completamente apaixonada por estes.
Gostam? Eu não me importava nada de ter uns destes!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fibro...quê?


Fibromialgia - "Síndroma crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais."

A minha mãe padece de fibromialgia. Foi diagnosticada há dois anos, se bem que os sintomas há muito que se vinham a manifestar. E, desde então, é uma luta diária contra a dor. A minha mãe tem dores 24 horas por dia. Já aumentou a dosagem de medicação por duas vezes mas não ficará por aqui. Além da dor física, é a pscicológica que mais lhe custa. A minha mãe sempre foi uma mulher activa, sempre fez tudo e mais alguma coisa sem nunca se cansar e sem nunca ficar doente. Ver-se, de repente, sem conseguir fazer as coisas como antes, sem dor, com a força a cem por cento, foi complicado. É complicado. E depois vem a parte da incompreensão. Muito poucos sabem e compreendem o que é viver com fibromialgia. A maioria pensa que é exagero ou preguiça. Inclusivé a classe médica. É verdade, houve um ‘senhor doutor médico’ que disse à minha mãe estas palavras: ‘O que a senhora tem é mimo a mais’. E pronto, quando os próprios profissionais agem desta forma, o que esperar dos comuns mortais, não é?

Eu, que sou filha, que convivo com a minha mãe diariamente, não consigo imaginar o que é viver com dor constante. A minha mãe costuma dizer que é como se tivesse o corpo a ser pefurado com agulhas a toda a hora. Conseguem imaginar?

Por isso, fica aqui o apelo à compreensão. É uma doença recente, é verdade, mas não deve ser menosprezada e desvalorizada. Os doentes com fibromialgia sofrem. Muito. Haja solidariedade. Haja bom senso. E que acabem de vez os comentários maldosos e ignorantes que classificam esta doença como a ‘doença dos preguiçosos’.


Quanto a ti, mãe guerreira, sei que vais continuar a enfrentar esta luta de cabeça erguida e sorriso no rosto, como sempre fizeste. És o meu orgulho, és o meu exemplo.


Estamos no Blogging


Agora também estamos na plataforma Blogging. Para quem ainda não conhece, é uma plataforma que aloja diversos blogues, divididos em categorias (como Lifestyle, DIY&Decor, Actualidade, entre outras). É um site muito interessante pois podemos descobrir outros blogues de forma rápida e com imensa qualidade.

Para aderirem basta enviarem um email e a equipa do Blogging entrará em contacto convosco para vos explicar direitinho o que é necessário fazer. Tudo muito rápido e simples.

Se quiserem fazer parte, é só irem aqui: Blogging.